OS SNEAKERS MAIS CLÁSSICOS DE TODOS OS TEMPOS

Sabe aquele tênis que você sempre vê no pé das pessoas? Ele não é apenas um sucesso de vendas, conheça a história por trás dos tênis mais clássicos da história

Os Sneakerheads, termo adotado para caracterizar aqueles que são estudiosos, colecionadores e apaixonados por tênis, estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Cabe à eles também a responsabilidade de difundir e expandir essa cultura para novas pessoas.


A cultura sneaker surgiu no final dos anos 80, nos Estados Unidos, diretamente relacionado ao basquete e ao gênero musical Hip-Hop. As marcas se aproveitam do aumento na procura dos tênis que pertenciam a essa cultura e começaram a produzir modelos diferenciados com quantidades limitadas.


Para os Sneakerheads a compra de um par de tênis não se dá apenas pela sua funcionalidade, estilo e beleza. Todos os tênis tem uma história por trás, seja por conta da marca, por conta do modelo e até mesmo por conta de um designer em específico que idealizou aquele projeto.


Para ser um sneakerhead não é necessário ter uma coleção de centenas de pares, nem de ter os tênis mais caros do mercado,Mas é necessário transmitir um conhecimento diferenciado sobre o que você está usando.


Abaixo listamos em ordem cronológica os tênis considerados “clássicos”, ou seja, modelos que não são caros e nem tiveram tiragens limitadas e que todo sneakerhead deveria ter em sua coleção:


CONVERSE CHUCK TAYLOR ALL STAR (1917)


Comercializado a partir do ano de 1917, é o sneaker mais velho desta lista. Naquela época, a empresa californiana Converse direcionava as vendas do modelo All Star para o público que praticava o Basquete.


Em 1921, Chuck Taylor, atleta da liga de basquete americana, se interessou pelo modelo e sugeriu diversas mudanças e adaptações a fim de melhorar a sua experiência e de seus colegas de esporte. Chuck virou vendedor e embaixador da marca, divulgando pelo território americano o All Star de cano alto, até então, na única cor branca.


No ano de 1932, após avaliar que Chuck aperfeiçoou e trouxe resultados extraordinários, a Converse batizou o tênis de “Converse Chuck Taylor All Star”. Após as olimpíadas de 1936 e a Segunda Guerra Mundial o modelo ganhou popularidade de forma muito rápida, atingindo seu auge nos anos 60, chegando a marca de 80% de market share da indústria de calçados americanos.


A partir dos anos 70, com a chegada de concorrentes como Adidas, Nike e Puma, cheios de novas tecnologias, deixando os Chuck Taylor All Star com aspecto de desatualizado. Diversas figuras do cenário Pop da época contribuíram para a sobrevivência da marca.


Aparições em filmes como “De volta para o Futuro” e em figuras do rock americano como Kurt Cobain foram essenciais para a manutenção da marca no mercado.


A partir de 2001, depois de enfrentar problemas financeiros, a Converse foi adquirida pela Nike e segue até hoje ligada à empresa de Oregon.


ADIDAS STAN SMITH (1960’s)


Originalmente lançado no início da década de 60, o tênis tinha a proposta de ser utilizado nas quadras de tênis,; especialmente por ser feito de couro, com o objetivo de ajudar a prevenção de lesões dos jogadores e transmitir mais firmeza para a prática do esporte.


O tenista americano em ascensão e posteriormente nomeado para o Hall da Fama do tênis mundial, Stan Smith, foi o escolhido para substituir Haillet, o primeiro tenista a ser patrocinado pela Adidas.


Sua silhueta foi adicionada à língua do modelo, porém o nome do modelo só foi alterado em 1978, dando origem ao conhecido Adidas Stan Smith.


Após a década de 80, onde começaram a aparecer tênis mais focados em desempenho, o modelo passou a ser uma tendência fashion.


Desde seu lançamento já foram comercializadas mais de 50 milhões de pares, segundo a marca alemã. O sucesso e resultados obtidos permitem dizer que essa foi uma das colaborações mais bem sucedidas de todos os tempos.


PUMA SUEDE (1968)


Lançado em 1968 pela Puma, o sneaker é feito de camurça, material muito valorizado e utilizado em peças de vestuário mais sofisticados.


O tênis desenvolvido também para as quadras ganhou visibilidade mundial fora delas. O velocista americano Tommie Smith durante a cerimônia de premiação dos 200m rasos subiu ao pódio com somente 1 pé, da cor preta, de seu Suede. Ergueu as mãos, uma delas estava com uma luva de couro preta e na outra, seu tênis. Este gesto ficou marcado na história do esporte por conta de seu significado: A defesa dos Direitos Humanos. A clara referência ao movimento dos "Panteras Negras", bastante em voga na época, não foi mera coincidência.


Ao longo dos anos o modelo fez parte de diversos movimentos. A partir dos anos 70, começou a se destacar nas ruas. Era peça importante para b-boys e b-girls (dançarinos de hip-hop).


Durante todos esses anos a Puma mantém a produção do tênis, lançando em cores originais e também realizando colaborações com artistas e marcas.


ADIDAS SUPERSTAR (1969)


Fabricado pela Adidas em 1969, também originalmente destinado às quadras de Basquete. Com um cabedal feito de couro, o tênis chamou a atenção de diversos atletas, como Kareem Abdul Jabbar. As tecnologias de proteção e influência de atletas tornaram esse modelo um dos mais vendidos da história da Adidas.


Por volta dos anos 80, sob a influência da cultura do Hip-Hop, o Superstar foi ganhando as ruas dos EUA. A banda RUN-DMC adotou o modelo como uniforme para suas performances em grandes shows. O modelo foi até homenageado com uma música própria, composta pelo trio, chamada de “My Adidas – 1986”.


Por conta de seu design relativamente simples e adaptável, muitas pessoas customizam os modelos para deixar do seu gosto.

O modelo ainda é comercializado, sob a marca Adidas Originals.


VANS SK8-HI’s (1976)


Nomeado de “Style 38” em 1976 e apelidado de SK8-Hi, foi o primeiro tênis da marca Vans a adotar o cano alto. Com o objetivo de proteger os skatistas da época, o modelo foi rapidamente reconhecido pelos praticantes do skate como um item ideal para a prática.


Além de proteger, o modelo em questão trouxe um novo estilo para dentro das pistas de skate, e até mesmo os praticantes de BMX aderiram ao modelo.

Assim como as outras fabricantes o modelo também apareceu em novas versões com colaborações entre artistas e outras marcas.


NIKE AIR FORCE 1 (1982)


O tênis da Nike lançado em 1982, com o nome de AF1, tem seu nome em referência ao Air Force One, o avião que transporta o presidente norte americano. Desenvolvido primeiramente para as quadras, o Air Force 1 prometia preservar a integridade dos atletas.


O calçado possui um sistema de amortecimento de ar na entressola, aliviando o impacto nos joelhos dos jogadores. O modelo de cano alto, tinha como diferencial uma fita com velcro que fazia o contorno entre o tornozelo dos jogadores, diminuindo a chance de torções.


Após 2 anos, em 1984, a Nike deixou de fabricar o modelo. Porém a procura foi tanta que em 1986 o modelo foi relançado pela marca americana.


Após mais de 2000 cores lançadas, o Air Force 1 ainda é um dos modelos de maior sucesso e considerado um ícone no cenário dos sneakers.


NEW BALANCE 990 (1982)


Fundada em 1906 nos Estados Unidos da América a New Balance começou com produtos ortopédicos até chegarem ao mundo dos tênis casuais e de corrida.

Em 1982 o New Balance 990 chegou às prateleiras americanas com um preço acima da média, mas seus desenvolvedores e a marca prometiam a mais nova tecnologia de corrida para a época.


Estabilidade, flexibilidade e conforto combinados.A linha 990 trouxe consigo todos os propósitos da marca. Por conta do alto valor, e do trabalho de convencimento de fazer o comprador investir em algo com maior valor agregado, o tênis se tornou também um símbolo de status na sociedade. O tênis foi um sucesso de venda, superando a projeção calculada pelos executivos da empresa.


REEBOK CLASSIC LEATHER (1983)


Introduzido no mercado em 1983, pela fabricante inglesa Reebok, o modelo Classic Leather originalmente desenvolvido para ser um tênis de corrida, logo conquistou o público por conta de sua versatilidade e estilo.


O Classic Leather se aproveitou da cultura musical da época e do público pop que adotaram o calçado como parte fundamental do vestuário.


Por ser um tênis de valor acessível e muito eficiente com sua proposta é considerado um dos modelos mais bem sucedidos da marca.


AIR JORDAN 1 (1984)


Em 1984, primeiro ano de Michael Jordan na NBA (National Basketball League), a Nike apresentou o primeiro modelo da linha de tênis criada para Jordan. Chamado de Air Jordan 1 “Bred”, o sneaker enfrentou as regras da liga que exigiam os uniformes e calçados com grande parte da cor branca presente na composição das cores. O Bred, abreviação de Black & Red – (Preto e Vermelho), continha somente uma parte da entressola em branco, ou seja, não se enquadrava nas regras impostas pela NBA.


Jordan utilizou um modelo parecido com o AJ1 Bred na pré-temporada, e então a Nike, fabricante do modelo, recebeu uma notificação do conselho da liga, alertando que a cada jogo em que a regra fosse descumprida uma multa de 5 mil dólares seria aplicada contra Michael Jordan e a Nike.


Esse embate entre fabricante e a NBA fez com que o AJ1 Bred se tornasse o primeiro tênis a ser banido na história da Liga.


Após esses embates e lançamentos de colorways diferenciadas o modelo se tornou um símbolo de sucesso por diversas questões. Influenciado pela dinastia criada por Jordan e os Bulls, grande parte dos americanos nos anos 90 queriam calçar um o Air Jordan 1.


AIR MAX 1 (1987)


Criado por Tinker Hatfield, conceituadíssimo arquiteto e posteriormente designer de diversos modelos da Nike, o Nike Air Max foi o primeiro tênis da fabricante americana a expor a tecnologia, até então invisível, de bolhas de ar na entressola dos tênis.


Desenvolvido primeiramente para a prática da corrida, seu design incomum foi o que chamou a atenção de todos. Em uma viagem a Paris, Tinker se deparou com o Pompidou Centre, um complexo que reúne museus e uma biblioteca, mas tem toda a sua estrutura exposta para o lado de fora, com escadas e passagens visíveis para quem está fora do edifício.


A partir desta referência, Hatfield desenhou o modelo expondo seu interior e deixando a tecnologia à mostra. Muita discussão foi criada por causa de sua proposta, mas o designer tinha o apoio de seus diretores e seguiu em frente com o desenvolvimento do sneaker.


O Air Max 1, posteriormente batizado assim, desencadeou uma série de versões contendo a tecnologia Air sempre de forma exposta.



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