O GAROTO DO COMPLEXO DA PENHA QUE VEM ENCANTANDO O MUNDO COM SUA MÚSICA

Post Malone e Drake foram encantados por esse funkeiro carioca que tem apenas o céu como limite

Kevin de Oliveira, natural de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, é um dos atuais artistas responsáveis por promover o funk 150 BPM em território nacional e internacional. Ainda não Sabe de quem estamos falando? Mais conhecido como Kevin o Chris, autor de hits como “Vamos pra Gaiola”, “Evoluiu”, “Ela é do Tipo” e muitos outros sucessos.


Aos 17 anos de idade, Kevin ingressou no mundo do Funk tocando como DJ em festas em parceria com seu amigo DJ Davizinho. A partir daí, foi quando o nome “Chris” foi incorporado por Kevin. A semelhança da dupla com os personagens da série americana “Todo mundo odeia o Chris” foi usada para batizar a dupla: “Kevin o Chris” e “Davizinho o Greg”. Apesar de não atuarem mais em dupla, ambos continuam usando os mesmos nomes.


O que é o FUNK 150BPM?


Inicialmente o Funk 150BPM estava presente principalmente nos bailes do Rio de Janeiro. Uma das vertentes do funk, o 150 é referente à medida utilizada para medir as Batidas Por Minuto, ou seja, possui um ritmo mais acelerado que os demais funks tradicionais. O 150BPM é marca registrada de bailes muito conhecidos como o “Baile da Gaiola” e festas do Complexo da Penha.


O 150BPM já conquistou o Brasil. Enfrentou muitas dificuldades e superou barreiras e preconceitos, principalmente pela geração antiga do funk. O “ritmo contagiante” conquistou até mesmo os bailes de São Paulo, como a “Marcone” e a “DZ7”, onde a vertente mais tocada eram as músicas mais melódicas e instrumentais.


A ascensão de Kevin o Chris


No último dia de 2018, ao lançar a música “Dentro do carro” que conta com uma remixagem do sample “Day Tripper” da banda lendária “The Beatles”, Kevin estourou. Foi o início da sua ascensão, a música tomou conta dos bailes espalhados pelo país, diversos artistas começaram a tocar em seus shows e o hit chegou às rádios.


A partir daí foi Hit atrás de Hit.


Em 2019 Kevin começou a percorrer o Brasil fazendo shows, participações, entrevistas e levando consigo toda a humildade do garoto de Duque de Caxias. Para se manter em alta, o funkeiro apostou em mais singles como “Finalidade Era Ficar em Casa”, “Eu vou pro Baile da Gaiola”, além de participações especiais em diversas músicas de outros funkeiros e artistas brasileiros.


Em fevereiro de 2019, o single “Vamos Pra Gaiola” atingiu a marca de mais de 130 milhões de reproduções em plataformas digitais. Conquistou as paradas do Spotify. Marca que permitiu Kevin ser reconhecido pela plataforma e ganhar prêmios.


Conquistando o Mundo


As músicas de Kevin, sempre que lançadas, ocupavam as primeiras posições das paradas brasileiras, e não foi diferente com “Ela é do tipo”, que além de ocupar a primeira posição do Brasil por várias semanas consecutivas, chegou ao TOP 10 global do Spotify.


Em Abril de 2019, Kevin fez uma participação no Lollapalooza à convite do rapper americano Post Malone, um dos mais aclamados mundialmente. Tocou seus maiores sucessos e se emocionou com a receptividade que teve. Em um festival onde o Funk ainda não ocupa as posições de maiores destaques, a platéia abraçou Kevin e cantou todas as músicas de forma inesquecível.



Recentemente, em Setembro de 2019, durante o Rock In Rio, Kevin se encontrou com Drake, outro rapper americano, aclamado pela indústria musical, que tem o hábito de fazer parcerias com artistas pouco conhecidos para expandir e promover novos artistas.


A escolhida foi de novo o sucesso “Ela é do tipo”, mas dessa vez, Drake adaptou a melodia e a letra para cantar em inglês e até arriscou o refrão em português. Lançada no início de Novembro, diversos portais e críticos elogiaram a postura de Drake e sobretudo elogiaram o funkeiro brasileiro pelo ritmo adotado. A MTV americana classificou a melodia como “... uma batida sexy e suave para curtir a balada.”.


Fruto das parcerias


Todo o esforço e dedicação de Kevin o Chris e de todos os envolvidos no meio do Funk estão sendo compensados com as oportunidades que apareceram e a aceitação do público com essa cultura característica brasileira.


O Funk deixou de ser relacionado à exclusivamente assuntos como apologia ao sexo, drogas e armas, e passou a tratar assuntos do cotidiano e que abraçam o ouvinte acompanhado de uma batida contagiante e bem elaborada. O que fica é a integração que a música promove, não importa a raça, a condição social e nem a orientação sexual, através da música, todos curtem e aproveitam da mesma forma.

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