JOGADORES QUE MUDARAM AS REGRAS DA NBA

Veja o impacto que alguns jogadores causaram na maneira em que se pratica o esporte

Wilt Chamberlain



O ex-pivô Wilt Chamberlain acumula feitos como poucos e encerrou sua carreira tendo médias de 30 pontos por jogo, 22 rebotes e 4 assistências.


Mas todo mundo tem sua fraqueza; assim como diversos jogadores da posição, Chamberlain nunca foi consistente na linha do lance livre, tendo apenas 51% de média ao longo da carreira. Sabendo de sua limitação, o pivô havia desenvolvido um método que o ajudava a minimizar seus erros nessa área.


O método era simples e prático (pelo menos para Wilt): quando tinha de arremessar um lance livre Wilt pegava a bola e dava alguns passos para trás, depois corria para pegar impulso e saltava antes da linha do lance livre para finalmente enterrar a bola com certa facilidade.


Obviamente isso não é mais permitido; atualmente o jogador não pode cruzar a linha do lance livre até que a bola toque o aro.


A regra foi implementada após o lendário Tex Winter, até então técnico da Universidade de Kansas State, presenciar Chamberlain fazer isso em um treino do Ensino Médio em que atuava (Overbrook High School). Após ver o que o pivô era capaz de fazer Winter foi até o comitê de regras recomendadas por técnicos e argumentou que algo precisava ser feito, e foi o que aconteceu.


Shaquille O’Neal



Outro jogador da lista que atuou como pivô, e que sua inconsistência da linha de lance livre causaria problemas para a liga.


Desta vez, o problema envolvia a estratégia conhecida como “hack a shaq”.

Por ser muito dominante e quase “imarcável”, muitos técnicos viam que, às vezes, a única e possível solução era fazer faltas intencionais em O’Neal, mesmo que ele tivesse sem bola. O intuito era evitar a dominância do pivô no garrafão, ao mesmo tempo em que o cronômetro ficava parado. Dessa maneira, o adversário não conseguiria usar Shaq de maneira efetiva e sobrava mais tempo para buscar o resultado.


A estratégia provou ser efetiva muitas vezes, por isso outros pivôs também acabaram sendo alvos do “hack a shaq”, como Andre Drummond, DeAndre Jordan e Dwight Howard. O problema com a popularização da estratégia, pelo menos do ponto de vista da liga, é que o jogo acaba ficando desacelerado e muitas vezes acaba tomando mais tempo do que o esperado, resultando em possíveis problemas comerciais para a NBA e também por deixar a partida mais “chata” para alguns.


A NBA implementou na temporada 2016-17 uma mudança em relação a esse método: atualmente, uma falta intencional fora do lance de bola, nos dois minutos finais de cada quarto, resulta em um lance livre mais a posse de bola para o time que a sofreu.


Charles Barkley



Charles Barkley foi uma das grandes estrelas da NBA nos anos 80/90 e membro do Dream Team olímpico de 1992. Barkley era muito conhecido por sua imposição física e por ser um verdadeiro mestre atuando de costas para a cesta.

Por onde passou sua principal jogada era receber a bola próximo ao garrafão, de costas para a cesta, e usar sua força para deslocar o marcador e se aproximar da tabela.


Por ser muito paciente, Barkley acabava tomando muito tempo do shot clock com essa jogada e para o jogo ficar mais dinâmico, a NBA implementou a regra “five seconds back to the basket” ou cinco segundos com as costas para a cesta em tradução livre.


Atualmente, um jogador não pode ficar mais do que cinco segundos com a bola de costas para a cesta enquanto “empurra” o marcador para trás.


Derek Harper



Talvez muitos não o conhecem, mas Derek Harper foi o jogador que popularizou a técnica de “hand checking” nos anos 80.


A técnica consiste em o marcador manter uma mão na cintura do adversário para facilitar na marcação e não ser driblado facilmente. Utilizando essa ferramenta, Harper ficou conhecido por ser um grande defensor e era, muitas vezes, encarregado de marcar o melhor jogador do adversário.


Mas no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000 um marcador não poderia mais manter uma mão no jogador adversário com a posse da bola no perímetro, assim, colocando um fim ao “hand checking”.


Até hoje isso é lembrado em muitas conversas de basquete, pois muitos argumentam que Michael Jordan e outros jogadores do passado seriam capazes de fazer ainda mais pontos se jogassem atualmente, quando não existe o “hand checking”.

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